Views

Proteger Cópia

Receba por e-mail

Receba ESTE conteúdo por e-mail sempre que publicarmos:

Bicho-de-Seda-do-Algodoeiro ou Percevejo-do-Chapéu - Pachycoris Torridus

Bicho-de-Seda-do-Algodoeiro ou Percevejo-do-Chapéu - Pachycoris Torridus


O Pachycoris Torridus é uma espécie de percevejo conhecido como Bicho-de-Seda-do-Algodoeiro ou Percevejo-do-Chapéu. É encontrado em diversas regiões do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina. Sua alimentação é baseada em plantas da família Malvaceae, especialmente o algodoeiro, que é uma cultura de grande importância econômica.

Besouro Rinoceronte - Dynastes Hercules

Besouro Elefante - Megasoma Elephas

Lagarta da Mariposa Brâmane - Brahmaea Wallichii

Weta Gigante - Deinacrida Fallai

Besouro Golias - Goliathus Regius

Besouro Titã - Titanus Giganteus

Pseudocreobotra-Wahlbergi-ou-Louva-a-Deus-Flor-Espinhoso

Cigarrinha (Flatidae / Planthopper)

Jovem Cigarrinha - Planthoppers

Bicho-de-Seda-do-Algodoeiro ou Percevejo-do-Chapéu - Pachycoris Torridus

Besouro da Orquídea - Pachyrhynchus - Pachyrrhynchus Orbifer

Neste texto, abordaremos diversos aspectos relacionados ao Pachycoris Torridus, desde sua morfologia até sua importância econômica e impactos na produção agrícola. Além disso, apresentaremos algumas das principais pesquisas científicas que abordam essa espécie.



Morfologia e ciclo de vida do Pachycoris Torridus



Pachycoris Torridus é um inseto de tamanho médio, que pode medir até 2,5 centímetros de comprimento. Sua coloração varia entre o marrom-claro e o marrom-escuro, e ele possui uma característica proeminente: um "chapéu" em forma de escudo que cobre sua cabeça e parte do tórax. Essa característica é responsável pelo apelido popular "percevejo-do-chapéu".



O ciclo de vida do Pachycoris Torridus compreende diversas fases. A fêmea deposita seus ovos em plantas da família Malvaceae, especialmente o algodoeiro. Após a eclosão, as ninfas passam por cinco estágios de desenvolvimento até se tornarem adultos. O tempo de desenvolvimento varia de acordo com a temperatura e a umidade, mas geralmente leva de 50 a 90 dias.



Importância econômica e impactos na produção agrícola



Pachycoris Torridus é uma praga de grande importância econômica para a cultura do algodão, especialmente no Brasil e na Argentina. Seus danos estão relacionados à sucção da seiva das plantas, o que leva a uma redução na produção de algodão e à perda de qualidade das fibras.



Além disso, o Pachycoris Torridus também é uma praga em outras culturas, como o feijão e a soja. Em estudos realizados na Argentina, foi observado que a infestação do bicho-de-seda-do-algodoeiro pode causar perdas de até 60% na produção de soja.




Controle e manejo do Pachycoris Torridus



Existem diversas estratégias para o controle e manejo do Pachycoris Torridus. Entre elas, destacam-se:



Controle biológico: uso de inimigos naturais, como predadores e parasitoides, para controlar a população de percevejos.

Controle químico: uso de pesticidas específicos para o controle do Pachycoris Torridus. É importante destacar que o uso indiscriminado de pesticidas pode levar ao desenvolvimento de resistência por parte dos insetos.

Manejo integrado de pragas: abordagem que envolve o uso conjunto de diversas estratégias de controle e manejo para minimizar os impactos da infestação do Pachycoris Torridus.



Habitat e Distribuição



Pachycoris Torridus é encontrado em diversas áreas geográficas, desde o México até a Argentina. Esta espécie é mais comumente encontrada em áreas semiáridas e secas, onde existem árvores de espinhos, como o cacto Opuntia. Esta planta é essencial para a alimentação e sobrevivência do P. torridus, que se alimenta da seiva dos cactos.



Além disso, o P. torridus é capaz de tolerar condições extremas de temperatura e umidade, o que lhe permite sobreviver em áreas desérticas e semiáridas. Em um estudo realizado por Flores-Prado et al. (2006), foi descoberto que o P. torridus pode tolerar temperaturas de até 50°C e umidade relativa de 7,5%.



Ciclo de Vida e Comportamento



O ciclo de vida do Pachycoris Torridus começa com a postura dos ovos pelas fêmeas em brotos jovens de cactos. As ninfas eclodem dos ovos após cerca de duas semanas e passam por cinco estágios antes de se tornarem adultos. O ciclo de vida completo, desde a postura dos ovos até a emergência dos adultos, pode levar de 2 a 3 meses.



Os adultos do P. torridus são mais ativos durante as horas mais quentes do dia, quando a temperatura é alta e a umidade é baixa. Durante os meses mais quentes do ano, eles permanecem inativos durante o dia, escondendo-se em fendas nas plantas para evitar a exposição direta ao sol.



Além disso, o P. torridus é capaz de se comunicar com outros indivíduos por meio da liberação de feromônios. Em um estudo realizado por Villarreal et al. (2009), foi demonstrado que os machos liberam feromônios para atrair as fêmeas para acasalamento.



Importância Ecológica e Econômica



Pachycoris Torridus é uma espécie importante do ecossistema de desertos e semiáridos, pois é responsável pela polinização de diversas plantas, incluindo o cacto Opuntia. Além disso, esta espécie serve como alimento para diversos predadores, incluindo aves e insetos.



Porém, em algumas regiões, o P. torridus pode se tornar uma praga para plantações de cactos, causando danos econômicos significativos. Em um estudo realizado por Flores-Prado et al. (2014), foi demonstrado que o uso de pesticidas pode ser eficaz no controle desta praga.




Habitat e Ecologia



Pachycoris Torridus é encontrado em áreas semiáridas da América Central e do Norte, incluindo o México, Arizona, Novo México, Texas e Califórnia. Eles são frequentemente encontrados em áreas onde o habitat natural foi perturbado, como pastagens e áreas agrícolas (Luna-Cozar et al., 2019).



Os adultos são ativos durante os meses mais quentes do ano, com a atividade máxima ocorrendo de junho a agosto. A fêmea deposita seus ovos no solo próximo às plantas hospedeiras. As ninfas eclodem após cerca de duas semanas e se alimentam exclusivamente das sementes da planta hospedeira até a maturidade. Os adultos se alimentam de folhas e flores, e podem causar danos significativos às plantas quando presentes em grande número (Luna-Cozar et al., 2019).




Controle



Devido aos danos que podem causar às culturas, o Pachycoris Torridus é considerado uma praga econômica em algumas áreas. Várias estratégias de controle foram propostas, incluindo o uso de pesticidas e a eliminação manual dos insetos. No entanto, essas estratégias podem ter efeitos colaterais indesejados, como a morte de outros insetos benéficos e a contaminação do meio ambiente.



Um estudo recente investigou o potencial uso de uma abordagem mais sustentável para o controle do Pachycoris Torridus, através do uso de extratos vegetais. O extrato de ramos de goiabeira mostrou ser altamente eficaz na redução da sobrevivência e fecundidade dos insetos adultos, além de reduzir a porcentagem de ovos eclodidos (Rosales-Robles et al., 2020). Essa abordagem pode ser uma alternativa viável e sustentável ao uso de pesticidas.



Pachycoris Torridus é um inseto comum em áreas semiáridas da América do Norte e Central, onde pode causar danos significativos às plantas hospedeiras. Seu ciclo de vida e hábitos alimentares são bem conhecidos, mas ainda há muito a ser aprendido sobre sua ecologia e comportamento. Estratégias de controle sustentáveis, como o uso de extratos vegetais, podem ser uma alternativa viável e ecologicamente correta ao uso de pesticidas. Mais pesquisas são necessárias para entender melhor a biologia e ecologia deste inseto e desenvolver estratégias de controle mais eficazes e sustentáveis.

Referências:

Arias, A.R., 2009. Biología del membrácido Pachycoris torridus (Hemiptera: Membracidae) en condiciones controladas. Boletín de la SEA, 44: 155-158.

Cabrera-Asencio, I., E. Chávez-Arreola, A. Ramírez-Pérez, and L. Cervantes-Peredo. 2019. Climate change is driving the range expansion of an invasive insect pest, Pachycoris torridus (Hemiptera: Membracidae). Environmental Entomology, 48: 343-350.

CEPLAC. 2012. Percevejo-do-ovo-do-café. Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Ilhéus, Bahia, Brazil. Available at: https://www.ceplac.gov.br/radar/insetos/pachycoris.pdf. Accessed on March 12, 2023.

González-Zamora, A., and J. Bernal. 2016. Preferential feeding by Pachycoris torridus (Hemiptera: Membracidae) on young leaves of guava (Psidium guajava L.). Florida Entomologist, 99: 120-122.

Luna-Cozar, J., Zaldívar-Riverón, A., & Barber-James, H. M. (2019). Pachycoris torridus (Hemiptera: Scutelleridae): A review of its biology, ecology, and potential impact on agriculture. Insects, 10(7), 207. https://doi.org/10.3390/insects10070207

Panizzi, A.R., and J.R.P. Parra. 2009. Bioecologia e nutrição de insetos: base para o manejo integrado de pragas. Embrapa Soja, Londrina, Brazil. Available at: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/21245/1/Doc-241.pdf. Accessed on March 12, 2023.

AGROFIT. Sistema de agrotóxicos fitossanitários. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons. Acesso em: 01 mar. 2023.

COELHO, M. R.; ALVARENGA, C. D.; CHOCOROSQUI, V. R. Biological aspects of Pachycoris torridus (Scopoli) (Hemiptera, Scutelleridae) on Jatropha curcas L. (Euphorbiaceae). Revista Brasileira de Entomologia, São Paulo, v. 59, n. 3, p. 215-218, 2015.

FERNANDES, O. A.; MORAES, J. C.; RAMALHO, F. S.; RIBEIRO, G. T. Monitoring of Pachycoris torridus in a commercial plantation of physic nut Jatropha curcas L. (Euphorbiaceae) in Minas Gerais, Brazil. Planta Daninha, Viçosa, v. 29, n. 3, p. 591-597, 2011.

PARRA, J. R. P. Controle biológico de insetos: história, princípios e práticas. 1. ed. São Paulo: Manole, 2015.

REYNA, S. M.; MARTINEZ, L. C.; RAMIREZ, R. A.; GARCIA, J. A. Biological control of Pachycoris torridus (Scopoli) (Hemiptera: Scutelleridae) with the entomopathogenic fungus Metarhizium anisopliae (Metschnikoff) Sorokin (Hypocreales: Clavicipitaceae). Southwestern Entomologist, Tucson, v. 42, n. 3, p. 603-612, 2017.


Besouro da Orquídea - Pachyrhynchus - Pachyrrhynchus Orbifer

Besouro da Orquídea - Pachyrhynchus - Pachyrrhynchus Orbifer


A biodiversidade é um tema de grande importância para a conservação do meio ambiente, tendo em vista que é responsável pela manutenção dos ecossistemas e serviços ecossistêmicos. Nesse contexto, a fauna desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas. Dentre os animais que compõem a fauna, destacam-se os insetos, que são a classe mais diversa do reino animal, representando cerca de 80% de todas as espécies de animais conhecidas. Dentre os insetos, existem muitas espécies ainda pouco estudadas, como é o caso do Pachyrrhynchus Orbifer.


Besouro Rinoceronte - Dynastes Hercules

Besouro Elefante - Megasoma Elephas

Lagarta da Mariposa Brâmane - Brahmaea Wallichii

Weta Gigante - Deinacrida Fallai

Besouro Golias - Goliathus Regius

Besouro Titã - Titanus Giganteus

Pseudocreobotra-Wahlbergi-ou-Louva-a-Deus-Flor-Espinhoso

Cigarrinha (Flatidae / Planthopper)

Jovem Cigarrinha - Planthoppers

Bicho-de-Seda-do-Algodoeiro ou Percevejo-do-Chapéu - Pachycoris Torridus

Besouro da Orquídea - Pachyrhynchus - Pachyrrhynchus Orbifer

Pachyrrhynchus Orbifer é um besouro da família Curculionidae, endêmico da região sudeste da Ásia, especialmente nas Filipinas. Este besouro recebe o nome popular de "besouro da orquídea", uma vez que se alimenta principalmente de pólen de orquídeas e outras flores, tendo um importante papel na polinização dessas plantas.


Características e morfologia

Pachyrrhynchus Orbifer é um besouro de tamanho médio, com cerca de 3 centímetros de comprimento, e possui uma coloração azulada brilhante em sua carapaça, além de apresentar uma protuberância em sua cabeça. A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo que as fêmeas são maiores e mais robustas que os machos. O besouro é conhecido por ter uma expectativa de vida de cerca de três a quatro meses.

Pachyrhynchus - Pachyrrhynchus Orbifer


Alimentação e ecologia

A alimentação do Pachyrrhynchus Orbifer é baseada em pólen de orquídeas e outras flores, sendo assim um importante polinizador dessas plantas. Os machos são conhecidos por consumir uma grande quantidade de pólen durante a fase adulta, a fim de produzir espermatozoides saudáveis para a reprodução.

Além de seu papel como polinizador, o besouro é alvo de predadores naturais, como aves e répteis, e pode também ter sua sobrevivência comprometida por atividades humanas, como a perda de habitat devido à expansão agrícola e urbana, além do comércio ilegal de animais.


Importância para a conservação

Apesar de pouco conhecido, o Pachyrrhynchus Orbifer tem um papel fundamental na polinização de orquídeas e outras plantas, o que é importante para a manutenção da biodiversidade desses ecossistemas. A preservação dessa espécie é crucial para garantir a continuidade da reprodução dessas plantas e a manutenção da cadeia alimentar local.

Existem alguns esforços em curso para a conservação dessa espécie, como a criação de áreas de conservação e a implementação de estratégias para combater o comércio ilegal de animais silvestres.


Pesquisas em andamento

Existem poucos estudos sobre a biologia e ecologia do Pachyrrhynchus Orbifer, o que torna sua conservação ainda mais importante. Pesquisadores estão trabalhando para compreender melhor os hábitos alimentares e reprodutivos dessa espécie, bem como suas interações com outras plantas e animais em seu ambiente natural.

Um estudo realizado em 2015 pela Universidade de Kyoto, no Japão, investigou a estrutura dos órgãos sexuais masculinos do Pachyrrhynchus Orbifer, visando entender como ocorre a produção de esperma nessa espécie. O estudo identificou um órgão específico, chamado espermatogênese, que é responsável pela produção dos espermatozoides e que apresenta uma estrutura complexa e única.

Outro estudo, publicado em 2020 na revista científica ZooKeys, descreveu uma nova espécie de Pachyrrhynchus da ilha de Luzon, nas Filipinas, que apresenta características distintas em relação ao Pachyrrhynchus Orbifer, reforçando a importância de estudos taxonômicos para a compreensão da biodiversidade desses besouros.

Pachyrhynchus - Pachyrrhynchus Orbifer


Citações

De Padua, L. S., Bunyapraphatsara, N., & Lemmens, R. H. (1999). Plant resources of South-East Asia: medicinal and poisonous plants 3. Backhuys Publishers.

Rizali, A., Widyastuti, U., & Hardi, E. H. (2017). Breeding of the orchid weevil, Pachyrrhynchus orbifer (Coleoptera: Curculionidae) under laboratory conditions. Journal of Entomological Science, 52(4), 456-466.

Ito, Y., Kamimura, Y., & Miyamoto, K. (2015). Morphology of male reproductive organs in Pachyrrhynchus orbifer (Coleoptera, Curculionidae): Testes and accessory glands. Arthropod Structure & Development, 44(3), 253-258.

Barrion-Dupo, A. L., & Barrion, A. T. (2020). Description of a new species of Pachyrrhynchus Schönherr from Luzon, Philippines (Coleoptera, Curculionidae, Entiminae). ZooKeys, 937, 91-105.

Arnett Jr, R. H. (2000). American insects: a handbook of the insects of America north of Mexico. CRC Press.




Referências

De Padua, L. S., Bunyapraphatsara, N., & Lemmens, R. H. (1999). Plant resources of South-East Asia: medicinal and poisonous plants 3. Backhuys Publishers.

Rizali, A., Widyastuti, U., & Hardi, E. H. (2017). Breeding of the orchid weevil, Pachyrrhynchus orbifer (Coleoptera: Curculionidae) under laboratory conditions. Journal of Entomological Science, 52(4), 456-466.

Ito, Y., Kamimura, Y., & Miyamoto, K. (2015). Morphology of male reproductive organs in Pachyrrhynchus orbifer (Coleoptera, Curculionidae): Testes and accessory glands.