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Mostrando postagens com marcador Criaturas do Fundo do Mar. Mostrar todas as postagens
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Peixe Fantasma - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

 Peixe Fantasma - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar
Uma quimera, ou peixe fantasma, é observada no Oceano Pacífico em 2017, a cerca de 1.853 metros de profundidade, durante a expedição “Descobrindo as Profundezas: Explorando AMPs Remotas do Pacífico” NOAA - Office of Ocean Exploration and Research


O Peixe Fantasma é encontrado a cerca de 1.850 metros abaixo da superfície do oceano. Esses peixes são parentes distantes dos tubarões e possuem esqueletos feitos de cartilagem. 

Peixe Rã ou Peixe Sapo

Peixe Fantasma - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Peixe-Morcego - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

As linhas laterais que atravessam são “mecanorreceptores” que detectam ondas de pressão, assim como os ouvidos. As linhas pontilhadas na parte frontal do rosto ajudam a detectar perturbações nos campos elétricos criados por outros organismos vivos.


Água-Viva de Capacete - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Água-Viva de Capacete - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Esta Água-Viva capacete juvenil foi capturada no fiorde de Trondheims, na Noruega, em 2020

A espécie de Água-Viva Capacete é muito sensível à luz devido ao seu pigmento vermelho. Vive nas partes muito mais profundas dos oceanos para evitar a luz.

O pigmento vermelho é muito útil para alertar predadores e para enviar sinais entre si. As Águas-Vivas de Capacete não têm olhos nem cérebro, mas usam uma lâmpada sensorial simples que detecta mudanças na luz.

Lula Bobtail - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Lula Bobtail - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Este Bobtail foi fotografado por um veículo operado remotamente durante a expedição “Windows to the Deep” nas áreas de águas profundas no sudeste dos Estados Unidos pela NOAA em 2018. Escritório de Exploração e Pesquisa Oceânica da NOAA

Bobtails, às vezes chamados de “Lula Bolinho”, geralmente vivem em águas costeiras rasas. Eles são quase tão grandes quanto o seu polegar e possuem um órgão de luz especial em seu corpo que lhes permite gerar um brilho, cancelando sua sombra e camuflando-os. Este Bobtail é uma espécie bentônica, o que significa que vive no fundo do oceano.

Ovo de Tubarão-Gato - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Ovo de Tubarão-Gato - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Este caso de ovo de tubarão-gato foi capturado em 2018 em uma área de águas profundas ao redor de Porto Rico e das Ilhas Virgens dos EUA. Escritório de Exploração e Pesquisa Oceânica da NOAA - Office of Ocean Exploration and Research

Em 2018, os cientistas encontraram uma caixa de ovo translúcida com um embrião de Tubarão-Gato nadando ativamente em seu interior. Os Tubarões-Gato depositam seus ovos em uma caixa de couro feita de queratina – a proteína encontrada no cabelo e nas unhas – no fundo do mar.

Tubarão-Gato

Dentro da caixa do ovo o embrião se alimenta da gema do ovo. Pode levar de 5 a 11 meses para eclodir.

Tubarão-Gato

Pepino-do-Mar - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Pepino-do-Mar - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Este pepino-do-mar nadando foi fotografado em 2018 em áreas de águas profundas ao redor de Porto Rico e das Ilhas Virgens dos EUA. NOAA - Office of Ocean Exploration and Research

Os Pepinos-do-Mar nadadores – também conhecidos como “monstros de galinha sem cabeça” – têm uma “aba” especial que usam para “levantar-se” do fundo do mar, até 1000 metros através da coluna de água. As diferentes camadas de água, são diferenciadas pelas diferenças em fatores como temperatura e níveis de luz.

Os Pepinos-do-Mar não têm pulmões ou espaços cheios de gás, o que os torna mais bem adaptados às intensas pressões do oceano profundo. O corpo transparente revela o intestino cheio de sedimentos que vai da boca (parte superior) até o ânus (parte inferior).

Lagostins Sergestes - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Lagostins Sergestes - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Larva marinha de águas profundas (larva de Sergestes) de um crustáceo decápode que pode ser encontrada no Oceano Atlântico

Os Lagostins Sergestes - Decápode de águas profundas - jovens têm antenas finamente ramificadas que lhes permitem flutuar livremente na água. Os Lagostins Sergestes adultos são capazes de evitar a projeção de sombras no crepúsculo usando bioluminescência fraca (luz autoproduzida) na parte inferior de seus corpos, camuflando-se dos predadores que espreitam abaixo. A intensidade do seu brilho é adaptada à quantidade de luz que vem de cima.

O grupo dos decápodes inclui camarões, siris, lagostas, lagostins e caranguejos, sendo o grupo de crustáceos mais bem conhecido. São de tamanho grande, a maioria é comestível e têm importância econômica no que diz respeito à atividade pesqueira. Têm aproximadamente 15.000 espécies descritas, constituindo um quarto de todos os crustáceos conhecidos e é ordem mais estudada. Seus representantes são de maioria bentônicos, mas há representantes de água doce (lagostins e algumas espécies de camarões), terrestres (algumas espécies de caranguejos) e planctônicos

A cabeça geralmente possui rostro fixo na posição mediana anterior, com dois pares de antenas birremes, exopodito de cada uma das segundas antenas com forma de escama antenal utilizada para controlar direção das correntes de água. A base das antenas contém o estatocisto e nefridióporo. Olhos compostos são pedunculados

Os primeiros três segmentos torácicos são fundidos à cabeça para formar o cefalotórax. Os apêndice desses três segmentos são maxilípedes e atuam como peças bucais. Os outros cinco pares de apêndices torácicos são chamados de pereópodes, de onde deriva o nome Decapoda ( =10 pernas). O primeiro par de pereópodes forma um quelípode preênsil ou pinça, sendo mais desenvolvido e quelado. Geralmente os pereópodes não possuem exopoditos, portanto são unirremes. Epipoditos dos pereópode são modificados em brânquias.

A carapaça se funde na região do dorso com os oitos segmentos torácicos. Os cinco últimos segmentos torácicos se distinguem do cefalotórax, mesmo estando cobertos e presos à carapaça. As projeções laterais da carapaça são mantidas afastadas do corpo e delimitam as câmaras branquiais laterais, onde se localizam as brânquias. O abdome, também chamado de pléon, é posterior ao tórax.

Polvo Dumbo - Opisthoteuthis agassizii - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Polvo Dumbo - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Os Polvos Dumbo - Opisthoteuthis agassizii - vivem nas profundezas do oceano, até 4.000 metros de profundidade. Seus pontos são janelas transparentes na pele que captam luz adicional. 

Este Polvo Dumbo foi capturado durante a expedição NOAA de águas profundas do sudeste dos EUA em 2019. Escritório de Exploração e Pesquisa Oceânica da NOAA, 2019 Exploração em alto mar do sudeste dos EUA.

São octópodes membros da família Opisthoteuthidae e são chamados de Polvos Dumbo por causa das duas barbatanas membranáceas que se localizam no topo da cabeça. Essas barbatanas o fazem parecer com o elefante do filme Dumbo, de Walt Disney. Os indivíduos dessa família são normalmente pequenos, em torno de 20 centímetros de comprimento, porém já foi encontrado um indivíduo que tinha quase 2 metros de comprimento. 


Existem cerca de 6 gêneros conhecidos desta família (Cryptoteuthis, Grimpoteuthis, Luteuthis, Opisthoteuthis, Cirroteuthopsis e Enigmatiteuthis). Eles conseguem suportar a pressão das zonas abissais (3 mil a 4 mil metros abaixo do nível do mar), e outras espécies conseguem sobreviver a 7 mil metros, profundidade máxima que já se encontrou um cefalópode. Os Polvos Dumbo que encontram-se nas águas mais rasas alimentam-se de zooplâncton, principalmente copépodes pelágicos (crustáceos que medem cerca de 1 a 2 milímetros de comprimento) e peixes pequenos. Os indivíduos que habitam as águas abissais alimentam-se de crustáceos, vermes e bivalves. 

As fêmeas e os machos apresentam padrões diferentes de tamanhos e ventosas. Especula-se que a morfologia maior e mais robusta dos machos possa indicar algum tipo de competição por fêmeas, pois em outras espécies de cefalópodes nos quais há essa competição também existe essa diferença de tamanho. Alguns estudos demonstram que as fêmeas  produzem ovos continuamente, ou seja, não existe um período definido para o acasalamento. Diferente de algumas espécies de polvos, em que os indivíduos femininos protegem seus ovos por alguns meses, as fêmeas do gênero Grimpoteuthis, logo após a fecundação dos ovos, depositam-nos debaixo de conchas e pedras e os abandonam. 

Os machos, assim como os outros polvos, possuem um tentáculo mais comprido que os demais, chamado de hectocótilo, usado para armazenar e transferir os espermatozoides para as fêmeas durante a cópula.

Existem poucos estudos sobre o modo de vida do Polvo Dumbo. Algumas observações comportamentais que foram registradas em animais retirados das profundezas e confinados em aquários são consideradas suspeitas, pois animais retirados de seu habitat natural podem apresentar comportamentos diferentes de quando estão livres na natureza. No entanto, algumas hipóteses mostram que esse animal parece depender quase inteiramente, além dos tentáculos, de suas barbatanas para locomoção.


O Polvo Dumbo é um animal raro e dificilmente encontrado, devido a sua preferência por águas profundas. Trazer esse animal para a superfície pode ocasionar em morte. Embora existam poucos estudos feitos sobre o polvo-dumbo, acredita-se que ele não esteja risco de extinção, porém, com os grandes problemas ambientais como o descarte inapropriado de lixo e a mudança da temperatura nos mares pode prejudicar esta e muitas outras espécies. 

Referências:

COOPER, D. Dumbo Octopus Information: Fun & Interesting Facts. Brighthub. 2010. Disponível em: https://www.brighthub.com/environment/science-environmental/articles/62036/#references.  Acesso em: 5 jul. 2020. 


COLLINS, M. O gênero Grimpoteuthis (Octopoda: Grimpoteuthidae) no Atlântico Nordeste, com descrições de três novas espécies. Zoological Journal of the Linnean Society, [S. l.], 2003, v. 139, n. 1, p. 93-127, 2020. Disponível em: https: //doi.org/10.1046/j.1096-3642.2003.00074.x. Acesso em: 1 jul. 2020.


VECCHLONE, M. et al. Biology of the cirrate octopod Grimpoteuthis glacialis (Cephalopoda; Opisthoteuthididae) in the South Shetland Islands, Antarctica. South African Journal of Marine Science, v. 20, n. 1, p. 421-428, 2010. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.2989/025776198784126467. Acesso em: 5 jul. 2020


NEVES, L. et al. Polvo: um animal, sete maravilhas. Revista Biologia Marinha Bioicos, v. 1, n. 1, p. 62-68, 2018. Disponível em: https://www.bioicos.com.br/post/polvo-um-animal-sete-maravilhas. Acesso em: 2 jul. 2020.


TAVARES, L. Polvo-dumbo. Vida em destaque. FCiências. 2013. Disponível em: https://www.fciencias.com/2013/08/16/polvo-dumbo-animal-em-destaque/. Acesso em: 2 jul. 2020.

Pepino-do-Mar e Relicanthus - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

 Pepino-do-Mar - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Um Pepino-do-Mar no fundo do mar no leste do CCZ.

E uma nova espécie, um Relicanthus, coletada a 4,1 mil metros de profundidade no CCZ, que vive em caules de esponjas presos a nódulos polimetálicos.

Nova espécie, um Relicanthus, coletada a 4,1 mil metros de profundidade no CCZ

Ouriço-do-Mar Profundo do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no Oceano Atlântico - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

 Ouriço-do-Mar Profundo do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no Oceano Atlântico - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Ouriço-do-Mar profundo do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no Oceano Atlântico, no equador, na costa nordeste do Brasil. Esses Ouriços-do-Mar são caracterizados por seu padrão de cores surpreendentemente brilhantes, geralmente vermelho e branco. 


Ainda mais surpreendente é que os seus testes (esqueletos) também apresentam cores vivas, mesmo após a secagem ou, por vezes, a fossilização. Os Ouriços-do-Mar se movem lentamente, impulsionando-se com a espinha.

Peixe-Morcego - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Peixe-Morcego - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Um Peixe-Morcego panqueca juvenil encontrado entre 200 m de profundidade e a superfície, Golfo do México, julho de 2018.

Peixe Rã ou Peixe Sapo

Peixe Fantasma - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Peixe-Morcego - Criaturas Misteriosas do Fundo do Mar

Os adultos vivem no fundo do oceano e foram encontrados em profundidades abaixo de 800 m. Os adultos têm corpo achatado como uma panqueca e nadadeiras modificadas para caminhar no fundo.